Adenoamigdalectomia em crianças

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Oi minha gente querida,

No vídeo de hoje eu compartilhei um pouco com vocês sobre a adenoamigdalectomia (retirada da adenoide e amígdalas) que a Rafaella (4 anos) fez.

Também falei um pouco no nosso instagram (@eramosdois) sobre os sintomas que ela tinha para tomarmos a decisão da cirurgia. Resumidamente, a Rafaella tinha todas as indicações para a cirurgia: era uma criança que roncava muito, tinha apneia de sono (respiração interrompida enquanto dorme) e amigdalite de repetição. Além disso, adenoide com obstrução de 70%.

A nossa otorrinolaringologista, que atende em Brasília, é a Dra. Helen Nakamura, da Clínica Otorrino DF (@clinicaotorrinodf). A clínica aceita vários planos de saúde.

EXAMES PRÉ-OPERATÓRIOS

Os exames pré-operatórios para a adenoamigdalectomia foram:

  • Videonasofibroscopia: Realizado no consultório, no mesmo dia da consulta, logo após suspeita de necessidade da cirurgia. Foi colocado um spray anestésico no nariz dela. Após uns 10 minutos, foi introduzida um fio com uma câmera acoplada dentro do nariz, para visualizar toda a estrutura nasal. Nele que é constatada o tamanho da adenoide. Mostrei no vídeo abaixo. Leve incômodo.
  • Audiometria Tonal e Vocal: entramos em uma cabine isolada acusticamente. Por uma janela, víamos a fonoaudióloga. Ela colocou um fone de ouvido na Rafaella onde ela recebia estímulos e ia interagindo com a médica, sinalizando o que era pedido. É um exame simples, mais parece uma brincadeira, rs. Exame indolor.
  • Coagulograma, TAP e PTT: É um exame de sangue normal. Serve para saber o tempo de coagulação do sangue. Essa informação é importante para saber se a pessoa tem tendência a hemorragias. Assim, o médico saberá como conter sangramentos, como conduzir a cirurgia e o pós-operatório.
  • Hemograma completo: para saber se a pessoa tem anemia, contagem de plaquetas, se há alguma infecção em curso, etc.
  • Raio-X do tórax: ver as condições do pulmão, afinal, é uma cirurgia que envolve o sistema respiratório. Exame indolor.
  • Ecocardiograma: avaliar as características e estruturas do coração. Muito simples também, mas a criança pode assustar porque tem que colar vários fios no peito, braços e pernas. Exame indolor.

Para fazer a cirurgia, a criança precisa:

  • Estar em plena saúde. Não pode estar gripada, com febre, com rinite ou sinusite, enfim, deve estar saudável;
  • Estar em jejum de no mínimo 8h;
  • Não usar nenhum remédio na semana da cirurgia sem antes ter autorização da médica;
  • Fazer uma consulta pré-anestésica (a orientação é fazer essa consulta na semana da cirurgia, onde o médico anestesista irá explicar tudo sobre a anestesia geral, sedações e tudo mais. No nosso caso, essa “consulta” foi feita já no Centro Cirúrgico, na hora da cirurgia, pois a cirurgia foi confirmada em cima da hora e não tivemos tempo hábil para marcar essa consulta).

A CIRURGIA

Eu, como mãe acompanhante, pude entrar com a Rafaella no Centro Cirúrgico até o momento em que ela foi sedada. Ela já recebeu um remédio na sala pré-operatória para começar a ficar sonolenta e mais quietinha (não fez efeito nenhum, rs. Ela continuou normal). Fomos andando ao Centro Cirúrgico, ela deitou na maca, o médico anestesista deu uma máscara com um balão na ponta pra ela “encher” (aspirar), ela ficou um pouco agitada (o médico me explicou antes tudo que aconteceria, inclusive a agitação nesse momento da sedação), mas ela “apagou” em poucos segundos. Eu orei com ela, dei um beijo e saí da sala.

Após 1h30, me chamaram na sala de recuperação (a cirurgia durou uns 40 minutos, mas só me chamaram quando a anestesia começou a passar e ela foi acordando). Quando cheguei ela já estava acordada, dando um escândalo surreal (efeito da anestesia geral, falei mais detalhadamente no vídeo abaixo). Pra mim essa foi a PIOR hora, assistam o vídeo para saber.

PÓS-OPERATÓRIO

Foi mais tranquilo do que pensei. A médica me orientou que era normal vômito, sangrar um pouco e perda de peso. Ela me disse que o mais preocupante era desidratação, que não poderia ocorrer de forma alguma.

Assim que foi liberada para se alimentar, alimentou-se. Tomou muita água e comeu a gelatina que serviram. A cirurgia foi às 7h30. Às 20h30, tivemos alta e fomos pra casa.

A dieta é líquida gelada por 3 dias, depois pastosa gelada ou em temperatura ambiente e a partir de 7 dias “normal” (evitando alimentos duros, como biscoitos por exemplo, por 14 dias). Ela não teve nenhum sangramento, não vomitou, não teve absolutamente nada. Perdeu menos de 1kg de peso.

Ela reclamou de dor umas 4 vezes só, mas era algo bem pontual, já perto da hora de tomar remédio. Não foi algo que afetou a vida dela, rs. Os remédios do pós-operatório foram dois tipos de analgésicos (para intercalarmos a cada 3h), corticóide e antibiótico. Além disso, era preciso fazer lavagem com soro fisiológico no nariz, três vezes ao dia.

Já no primeiro dia, ela dormiu sem roncar, sem apneia, respirando apenas pelo nariz. Foi a glória essa cirurgia! Não tem preço ver minha filha voltando a ter qualidade de vida!

Acredito que eu tenha sanado as principais dúvidas sobre uma adenoamigdalectomia em crianças. Assista o vídeo abaixo, pois nele eu posso ter sanado alguma outra dúvida sua que restou!

Compartilha aqui nos comentários a sua experiência, para que outras pessoas, que ainda passarão por este momento, possa ter suas dúvidas sanadas! Participe!